Segundo voo da FAB com ajuda para Cuba decola nesta terça; governo vai enviar 48 toneladas de alimento

  • 14/07/2026
(Foto: Reprodução)
Funcionária de empresa de suprimentos médicos, Marlen García estende roupas em casa, em Havana, durante apagão em Cuba, no dia 7 de julho de 2026 Norlys Pérez/Reuters O segundo voo da Força Aérea Brasileira (FAB) com ajuda humanitária a Cuba decolou nesta terça-feira (14), às 4h55, do Aeroporto Internacional de Porto Alegre (RS). Ao todo, o Brasil vai enviar 48 toneladas de leite em pó para contribuir com o enfrentamento da situação de desabastecimento vivida pelo país. ➡️Em 1º de maio, o presidente americano, Donald Trump, assinou uma ordem executiva que endurece as sanções contra Cuba, reiterando que a ilha comunista, situada a 150 km da costa da Flórida, representa "uma ameaça extraordinária" à segurança nacional dos Estados Unidos. LEIA TAMBÉM: Pressionadas por sanções dos EUA, empresas estrangeiras começam a deixar Cuba EUA anunciam novas sanções contra o presidente de Cuba e a primeira-dama A operação do governo brasileiro conta com alimentos disponibilizados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que serão transportados em dois voos da Força Aérea Brasileira (FAB), ambos com destino a Santiago de Cuba. O primeiro voo decolou da Base Aérea de Canoas, no Rio Grande do Sul, nessa segunda-feira (13) às 14h10 com 16 toneladas de leite em pó. O segundo voo decolou às 4h55 desta terça-feira (14), do Aeroporto Internacional de Porto Alegre, transportando as outras 32 toneladas do produto. A previsão de chegada das duas aeronaves é na quarta-feira (15). Em 2025, o Brasil já havia realizado doação humanitária a Cuba em resposta aos impactos provocados pelo furacão Melissa, cujos efeitos ainda são sentidos na região oriental do país, onde está localizada a cidade de Santiago de Cuba. Homem caminha sob chuva em Havana no dia 10 de julho de 2026 enquanto Cuba vive apagão de energia Norlys Pérez/Reuters Cuba à beira do colapso Cuba enfrenta uma grave crise energética desde o fim de janeiro, quando os Estados Unidos passaram a ameaçar com represálias qualquer país que forneça petróleo à ilha. A ilha dependia historicamente do petróleo subsidiado enviado pela Venezuela. Sem esse suporte regular, o governo perdeu sua principal fonte de combustível para gerar eletricidade. Desde então, a escassez de energia fez com que os apagões no país se intensificassem. Em Havana, os cortes de energia já passam de 20 horas por dia, enquanto em algumas províncias a falta de luz dura dias inteiros. Os apagões trouxeram caos para a vida dos cubanos, que diariamente lidam com limitações de transporte e uma inflação galopante. Como consequência da crise energética, o transporte público na ilha foi substancialmente reduzido. O preço da passagem dos poucos táxis privados que ainda circulam em Havana e dos triciclos elétricos que servem de transporte coletivo, assim como o de alguns alimentos, dobrou. A falta de energia também paralisou serviços básicos. O lixo se acumula nas ruas porque não há combustível para os caminhões de coleta. Pequenos comércios fecharam as portas, e trabalhadores tiveram contratos congelados e ficaram sem salário. Moradores relatam o desespero de ver a pouca comida que conseguem comprar estragar na geladeira. Além disso, precisam cozinhar com carvão ou lenha no meio da rua por falta de gás e eletricidade.

FONTE: https://g1.globo.com/politica/noticia/2026/07/14/novo-voo-da-fab-com-ajuda-a-cuba-decola-nesta-terca-governo-vai-enviar-48-toneladas-de-alimento.ghtml


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